Defesas de mestrado

Datas, Horários e Arquivos
07 de Dezembro de 2017 – Adriano Vilela Mafra

Orientadora: Anastasia Guidi Itokazu (UFABC)
Banca: Mário Henrique Simão D’Agostino (USP), Luca Jean Pitteloud (UFABC), Paulo Tadeu da Silva (UFABC – Suplente), Bianca Fanelli Morganti (UNIFESP – Suplente)

Agenda: Data: 07/12/2017 – 13:30h, UFABC/SBC, Alfa 1, sala 105.

Dissertação: O COSMOS NO CORPUS: Vitrúvio e as Estruturas do Universo no Tratado de Arquitetura

Resumo:

A pesquisa investiga a arquitetura do universo tal como proposta por Vitrúvio no século I a.C. São apresentadas as artes e disciplinas da arquitetura vinculadas às práticas da gnomônica e o contexto que envolve o arquiteto na Antiguidade, tal como alguns aspectos políticos e religiosos que integram o discurso das estruturas do universo descritas no Tratado de Arquitetura. São desenvolvidas as questões que envolvem o livro como objeto traduzido e transformado ao longo de milhares de anos e algumas reflexões quanto aos desenhos e as pinturas mencionadas na obra. Também temos os comentários e desenvolvimentos das questões quanto à cosmologia junto às elaborações de mapas e ilustrações a partir do conteúdo descrito pelo arquiteto. Foram pesquisadas as teorias de autores que antecedem o período da obra e que forneceram os ensinamentos para a execução das enxertias de Vitrúvio, assim como também se buscou aplicar os termos que são apresentadas como definições constitutivas da arquitetura, ao considerarmos o livro como um produto desta arte.

Palavras-chave: Vitrúvio, Gnomônica, Astronomia, Cosmos

04 de Dezembro de 2017 – Sergio da Costa Oggioni

Orientador: Luiz Fernando Barrére Martin (UFABC)
Banca: Marco Aurélio Werle (USP), Matteo Raschietti (UFABC), Oliver Tolle (USP – Suplente), Luiz Antônio Alves Eva (UFABC– Suplente)

Agenda: Data: 04/12/2017 – 14:40h, UFABC/SBC, Alfa 2, sala 304.

Dissertação: A Compreensão Hegeliana da Dialética no Diálogo Parmênides de Platão nas Lições sobre a História da Filosofia

Resumo:

A Numa das Lições sobre a história da filosofia, Hegel analisa a dialética platônica, sem deixar de expressar sua admiração pela mesma. Sua análise começa pela dialética presente nos diálogos iniciais de Platão, que se caracterizam pela predominância da
filosofia socrática, chegando depois aos diálogos em que, na sua opinião, encontramos a dialética em seu nível mais elevado: o Sofista, o Filebo e o Parmênides. Este último, considerado por Hegel maior obra-prima da dialética antiga. No presente trabalho, temos como objetivo apresentar a leitura hegeliana sobre o método dialético presente no Parmênides, isto é, pretendemos expor a interpretação de um filósofo – que contribuiu para a renovação da dialética na modernidade – a respeito do diálogo que considera o principal
expoente da dialética antiga.  Para isto, partimos do exame do conceito de história da filosofia para Hegel, passamos por sua análise sobre o conteúdo fundamental da dialética platônica, para chegar ao nosso objetivo de apresentar a leitura de Hegel sobre a dialética do Parmênides.

Palavras-chave: Hegel, Platão, Dialética, Parmênides.

23 de Novembro de 2017 – Paulo Luiz dos Reis

Orientadora: Marília Mello Pisani (UFABC)
Banca: Wolfgang Leo Maar (UFSCAR), Victor Ximenes Marques (UFABC), Isabel Maria Frederico Rodrigues Loureiro (USP – Suplente), Luciana Zaterka (UFABC – Suplente);

Agenda: Data: 23/11/2017 – 14:00h, UFABC/SBC, Alfa 1, sala 104.

Dissertação: Da Crítica de Herbert Marcuse à Razão Tecnológica e Seus Fins Destrutivos – Uma Leitura de “O Homem Unidimensional”

Resumo:

A pesquisa trata da crítica que Herbert Marcuse empreende à razão tecnológica com foco no aspecto da destrutividade, pondo em evidência a questão da dialética que acompanha a análise de Marcuse. Esta destrutividade envolve aqui bem mais que a questão das guerras, do arsenal de armas, inclusive atômicas, e da face violenta de nossa civilização. Sim, pois abrange, ainda, a dominação das massas, as novas formas de controle social, a alienação e reificação das pessoas, a vida sob o poder do todo opressivo, o qual é essa própria racionalidade hegemônica que permeia o tecido social. Assim, a destrutividade decorrente dessa racionalidade concerne, também, à atomização dos indivíduos, à crise de identidade, à existência mimetizada sob a positividade do pensamento unidimensional que não opera com a crítica, não opera dialeticamente. Daí nasce o conformismo da sociedade mesmo diante de um aparato tecnológico que propicia fartura e conforto, mas, paralelo a isso, gera uma concentração de capital sem precedentes, em escala jamais vista.  A razão tecnológica chegou numa fase estarrecedora de radicalização da destrutividade, que é, conforme a hipótese que este estudo lança, o nível extremo do capitaloceno e  da necropolítica, a potencialização do Warfare State, o Estado beligerante. A razão tecnológica e seu caráter de destrutividade se estruturam por um nexo que vincula capital, trabalho, sociedade, ideologia, capitaloceno e necropolítica, como demonstraremos.

Palavras-chave: Foucault, política, sexualidade, gênero, identidade.

27 de Outubro de 2017 – Diego Blanco de Sousa

Orientadora: Marília Mello Pisani (UFABC)
Banca: Vitor Grunvald (Cásper Líbero), Carlos Eduardo Ribeiro (UFABC), Monique Hulshof (UNICAMP – Suplente), Aléxia Bretas (UFABC – Suplente);

Agenda: Data: 27/10/2017 – 14:00h, UFABC/SBC, Alfa 2, sala 204.

Dissertação: Na fronteira dos corpos: os sujeitos de sexualidade e resistências

Resumo:

O objetivo deste trabalho é pensar algumas pistas sobre como os sujeitos de sexualidade são produzidos pelos discursos, práticas e saberes que permeiam o Brasil contemporâneo, e também pensar quais são as formas de resistência que essas pessoas acabam por encontrar em seus processos de subjetivação. Para tanto, o autor principal tratado nesta pesquisa é o francês Michel Foucault, levando em consideração suas obras, principalmente, a partir dos anos de 1970. Junto ao arcabouço teórico que é oferecido pelo filósofo francês, escolhemos também alguns arquivos, sejam eles entrevistas, falas, notícias e vídeos da internet, para ajudar a pensar a questão da produção e da resistência dos sujeitos da sexualidade em sua fronteira principal, em outras palavras, onde os processos se desenvolvem: no corpo. Também, a partir da potencialidade desses discursos, pensamos, por fim, a tensão que existe em relação às questões de gênero no que tange a crítica da identidade, aqui representada em um tensionamento entre o movimento LGBT brasileiro e a teoria queer.

Palavras-chave: Foucault, política, sexualidade, gênero, identidade.

17 de Outubro de 2017 – Heloisa Valéria Castro

Orientador: Renato Rodrigues Kinouchi (UFABC)
Banca: Saulo de Freitas Araújo (UFJF), Cassiano Terra Rodrigues (PUC-SP); Willian Steinle (UFABC – Suplente), Lorenzo Baravalle (UFABC – Suplente);

Agenda: Data: 17/10/2017 – 14:00h, UFABC/SBC, Alfa 1, sala 206.

Dissertação: Lógica e Antipsicologismo em Gottlob Frege

Resumo:

A dissertação aborda uma discussão que, na história da filosofia, tornou-se conhecida como a “querela do psicologismo”. A pesquisa analisa as objeções feitas pelo matemático Gottlob Frege (1848-1925) àquilo que ele via como uma invasão de “métodos psicológicos de reflexão” no campo da teoria do significado, notadamente a tese psicologista de que a significação dos termos de uma linguagem residiria em representações mentais (Vorstellungen). O intuito é analisar as críticas fregeanas sob a perspectiva das relações, detectadas pelo próprio Frege, entre questões postas pela consolidação da psicologia como ciência e certos problemas de epistemologia. Recorrendo sobretudo às obras Fundamentos da aritmética (1884) e à Lógica de 1897, o que buscamos é esclarecer se a necessidade de Frege em postular a existência de um terceiro reino de entidades objetivas não-reais foi ou não influenciada por problemas próprios ao contexto científico de sua época.

Palavras-chave: representação mental, linguagem, psicologismo, psicologia, epistemologia.

19 de Setembro de 2017 - Cristiano da Rocha Tavares

Orientadora: Anastasia Guidi Itokazu (UFABC – Orientadora)
Banca: Paulo Tadeu da Silva (UFABC), Claudemir Roque Tossato (Unifesp); Luciana Zaterka (UFABC – Suplente), Homero Silveira Santiago (USP – Suplente);

Agenda: Data: 19/09/2017 – 13:30h, UFABC/SBC, Alfa 2, sala 205.

Dissertação: Da Astronomia Nova de Kepler: um estudo sobre a determinação da órbita elíptica de Marte

Resumo:

O presente trabalho tem por finalidade estudar como Johannes Kepler (1571-1630), em sua Astronomia Nova (1609), identifica e esboça uma nova astronomia, especialmente ao romper com o axioma platônico dos movimentos celestes circulares e uniformes ao propor uma órbita elíptica para o planeta Marte. Em particular, defendemos um ponto de vista que contraria a visão segundo a qual Kepler teria determinado a órbita elíptica de Marte utilizando única e exclusivamente os dados empíricos de Tycho Brahe (1546-1601). Este tipo de concepção se encontra bastante alinhada ao pensamento do grande tradutor das obras completas de Kepler, Max Caspar, que revela logo nas páginas iniciais da Astronomia Nova, na edição traduzida para o inglês por W. H. Donahue, a expressão aus der erfahrung bewiesen, cuja tradução do alemão remete à ideia de que as leis do movimento planetário teriam sido demonstradas por meio da experiência, ou seja, por meio dos dados observacionais. Com efeito, temos um entendimento que diverge desta visão estritamente empírica, pois consideramos a influência de duas hipóteses frequentemente negligenciadas pelos estudiosos de Kepler: a ação da força motriz solar sobre Marte, que daria conta de justificar a elipse mediante aspectos físicos ou metafísicos subjacentes ao método de cálculo, e o movimento de libração, responsável pelos fenômenos de aproximação e afastamento do planeta em relação ao Sol. Dessa forma, nossa pesquisa pretende esclarecer quais foram os pressupostos utilizados por Kepler para estabelecer o salto não trivial do círculo para a curva oval e, especialmente, da oval para a curva elíptica.

Palavras-chave: Kepler, Johannes; Astronomia Nova; Elipse; Força motriz solar.

19 de Setembro de 2017 - Paluana Curvelo Luquiari

Orientador: Paulo Tadeu da Silva (UFABC – Orientador)
Banca: Anastasia Guidi Itokazu (UFABC), Claudemir Roque Tossato (Unifesp); Breno Arsioli Moura (UFABC – Suplente), Osvaldo Frota Pessoa Junior (USP – Suplente);

Agenda: Data: 19/09/2017 – 16:00h, UFABC/SBC, Alfa 2, sala 302.

Dissertação: Metodologia E Rigor Científico: um estudo de caso sobre os valores na cosmologia moderna

Resumo:

O presente trabalho visa analisar o desenvolvimento de uma nova metodologia, entre os séculos XVI e XVII, que parece promover um maior rigor científico. Tal metodologia expressa uma nova relação entre saber e técnica, pressupondo uma imagem de natureza que possa ser usada de modo a favorecer o correto entendimento de mundo. Valores cognitivos começam a ser estabelecidos para que a interpretação da natureza ocorresse da melhor forma possível. Na astronomia, foco do trabalho, essa estratégia se concretizou com o uso da luneta, por Galileu, bem como os critérios adotados por ele que se expressavam no desejo pela autonomia da ciência. Não obstante, espero demonstrar que essa metodologia começou com Tycho Brahe, importante astrônomo da era pré-telescópio que desenvolveu grandes instrumentos para o estudo dos céus de modo a obter os números mais exatos de sua época; igualmente, a adequação empírica parece ser um importante valor a ser manifestado por concepções científicas, segundo o pensamento do autor. Nesse sentido, o presente estudo de caso dará enfoque a este novo método que parece nascer com Brahe e se consolidar com Galileu.

Palavras-chave: Cosmologia, Tycho Brahe, Galileu Galilei, técnica, valores cognitivos.

19 de Setembro de 2017 - Elisney Dias Francisco

Orientador: Fernando Costa Mattos (UFABC – Orientador)
Banca: Nathalie Bressiane (UFABC), Rafael Garcia (USP); Bruno Nadai (UFABC – Suplente), Monique Hulshof (UNICAMP – Suplente);

Agenda: Data: 19/09/2017 – 15:00h, UFABC/SBC, Alfa 2, sala 304.

Dissertação: O conceito de ser-impróprio e a angústia como caminho para um ser-autêntico: pensando uma ética em Heidegger

Resumo:
O presente trabalho tem como ponto de partida a constituição existencial do Dasein que, factualmente, está lançado no mundo e aí deve constituir-se em forma de projeto, possibilidade. Heidegger não pensa o ser humano senão radicado no mundo e, por isso, todas as relações que envolvem a existência humana acontecem a partir do momento em que esta é lançada ao mundo. Por estar lançado no mundo, o Dasein mistura-se com as coisas e os entes simplesmente dados, “perdendo” sua autenticidade e assumindo um ser-impróprio. A perspectiva de uma leitura ética na análise existencial do ser humano – Dasein – como ser-no-mundo, desvela uma ética originária. Não uma ética das normas, deveres e prescrições, mas uma ética da responsabilidade. O Dasein tem que responder por aquele que é. Enquanto essencialmente livre, ele é responsável por seu próprio ser, ou seja, ele é cuidado. O ser humano ou Dasein é essencialmente poder-ser como liberdade. Diante dessa facticidade, Heidegger aponta a angústia como “sentimento” responsável por revelar ao Dasein o seu ser autêntico, próprio, aberto e consciente do fato de que é um ser-para-morte, e que sua constituição, enquanto um ser que aí está, deve ser sempre em forma de projeto, sempre aberta às possiblidades que a existência lhe oferece. Existir, para o Dasein que encontra o ser autêntico, é nunca estar fechado.

Palavras-chave: Dasein; Heidegger; ética; angústia; ser-próprio

18 de Setembro de 2017 - William Dubal da Silva

Orientador: Luciana Zaterka (UFABC – Orientadora)
Banca: Wilson Antonio Frezzatti Junior (UNIOESTE) Fernando Costa Mattos (UAFBC); Eduardo Nasser (UFABC – Suplente); José Eduardo Marques Baioni (UFSCAR – Suplente);

Agenda: Data: 18/09/2017 – 10:00h, UFABC/SBC, sala 106, Bloco Alfa 1.

Dissertação: Corpo e vida pela perspectiva de F. Nietzsche

Resumo:
Neste trabalho, procuramos problematizar e discutir aspectos da tradição dualista metafísica responsável pelo reducionismo e desqualificação do corpo em relação à alma, tomando por base a filosofia de Friedrich Nietzsche. Tentamos demonstrar, à luz deste autor, de que maneira as visões dualistas de mundo vão de encontro às forças vitais do humano e em que medida há uma retroalimentação entre estas forças e o conhecimento produzido por elas. Assim, o esforço em avaliar a relação entre conhecimento e vida ou entre conhecimento e corpo, nos parece uma contribuição do pensamento nietzschiano. Sua forma de avaliar o desempenho dos saberes sugere alguns parâmetros que podem ser vantajosos para uma crítica à produção dos corpos, das subjetividades e dos modos de vida.

Palavras-chave: Nietzsche. Corpo. Vida. Ciência.

11 de Setembro de 2017 - Thiago Henrique Cortez de Lisboa

Orientador: Luciana Zaterka (UFABC – Orientadora)
Banca: Marcos A. Gleizer (UERJ – Titular); Celi Hirata (UFSCar – Titular); Luiz A. Eva (UFABC – Suplente); Alexandre O. Carrasco (UNIFESP – Suplente);

Agenda: Data: 11/09/2017 – 14:00h, Campus SBC, alfa 1, S103;

Dissertação: Autodeterminação: considerações sobre os aspectos ontológicos da liberdade humana na Ética de B. Espinosa

Resumo:
A pesquisa visa discutir os aspectos ontológicos gerais que fundamentam a liberdade humana no seio da filosofia de B. Espinosa, tendo por objeto de investigação sua obra magna, Ética demonstrada em ordem geométrica. Caracterizado por um determinismo causal absoluto, a filosofia de Espinosa elimina do sistema as noções de contingência, possibilidade e finalidade, impedindo que a liberdade seja entendida como livre-arbítrio (ou como um ato de livre escolha entre alternativas contrárias). No entanto, a filosofia espinosana não abole do sistema a concepção de liberdade; pelo contrário, o que vemos é uma definição de liberdade compatível com sua ontologia determinista, ou seja, que ela não se opõe à determinação interna, mas apenas à determinação externa do ser, possibilitando o uso do termo autodeterminação para nos referirmos à liberdade. Com isso: a liberdade se expressa em dois âmbitos: autodeterminação existencial e causal. Todavia, apenas a substância espinosana satisfaz plenamente estas condições, pois, sendo os homens entes finitos cuja existência e ações são determinadas “em outro e por outro”, seu ser parece ser duplamente desprovido de autodeterminação. Assim, a presente pesquisa investiga dois problemas fundamentais: 1) em que medida a determinação da existência e da ação humana “em outro e por outro” não configura um ato coercitivo? 2) como os homens, cujas ações são eventualmente determinadas exteriormente pela relação com os outros seres, pode determinar internamente suas próprias ações, manifestando com isso a autodeterminação causal? A pesquisa investiga estas questões reconstruindo e reinterpretando, em três capítulos, alguns conceitos julgados essenciais ao longo da Ética, a exemplo do conceito de conatus, elucidando como ele é um dos principais conceitos que ajudam a fundamentar e a explicar a noção e a possibilidade da liberdade humana enquanto autodeterminação no seio deste sistema determinista.

Palavras-chave: Espinosa; liberdade/autodeterminação; conatus; causa adequada; atividade.

11 de Setembro de 2017 - Lucas Dorado de Lima

Orientador: Patrícia Del Nero Velasco (UFABC – Orientadora)
Banca: Prof. Dr. Marcus Vinicius da Cunha (USP-Ribeirão), Prof. Dr. Paulo Tadeu da Silva (UFABC);

Agenda: Data: 11/09/2017 – 09h30, Campus SBC, Alfa 1, sala S105;

Dissertação: Argumentação e Filosofia do Pluralismo: aproximações a partir d’A Nova Retórica.

Resumo:
Busca-se, na presente dissertação, elucidar a natureza da argumentação a partir da concepção sistematizada por Perelman e Olbrechts-Tyteca no Tratado da argumentação: a nova retórica (2005), bem como estabelecer uma relação entre o exercício argumentativo e a concepção de uma filosofia do pluralismo. Para tanto, o texto é dividido em três momentos. O primeiro consiste em uma discussão acerca da natureza da argumentação na Grécia antiga a partir dos conceitos de retórica e dialética formulados por Platão e Aristóteles e a partir também da prática argumentativa exercida pelos sofistas – que serviram de substrato para a proposta cunhada pelo autor belga e sua colaboradora. Em um segundo momento, procura-se especificar a natureza da argumentação no âmbito d’A Nova Retórica como retomada dos conceitos gregos de retórica e dialética, destacando a racionalidade que essa representa (e que se contrapõe à racionalidade comum à modernidade, a qual se configura pertinente no âmbito das ciências naturais e formais, mas se desvanece da relação com o outro). No terceiro e último capítulo, empreende-se o esforço de relacionar a referida concepção de argumentação dialético-retórica com a concepção de filosofia do pluralismo, composta das noções de escuta, tolerância, não-violência e alteridade, pressupostas e reiteradas pela prática argumentativa proposta por Perelman e Olbrechts-Tyteca.

Palavras-chave: Argumentação; Filosofia do Pluralismo; Nova Retórica.

06 de Setembro de 2017 - Tatiana Peixoto dos Santos Alves Lima

Orientador: Dr. Daniel Pansarelli (UFABC)
Banca: Cesar Mangolin de Barros (Unimes), Silvio Ricardo Gomes Carneiro (UFABC)

Agenda: Dia 06/09/2017 – 10:00h, Campus SBC, Alfa 2, S302;

Dissertação: Pedagógica estranhada: crítica à educação para o mundo do trabalho

Resumo:
Tomando por base a obra de Karl Marx e a tradição marxista, nosso esforço se concentra em compreender a relação entre o sujeito e o trabalho, que a partir do modo de produção, se encontram estranhadas. Nossa opção por demonstrar uma filosofia estranhada, um sujeito estranhado e uma pedagógica estranhada, tem por finalidade explicitar que educação formal reproduz a lógica capitalista por meio da ideologia sob três principais papéis: o primeiro como mecanismo de instrução para o trabalho; o segundo como mercadoria fetichizada; e o terceiro como controle social.

Palavras-chave: Marx. Estranhamento. Educação. Práxis. Pedagógica.

10 de Agosto de 2017 - Bruno Reikdal Lima

Orientador: Dr. Daniel Pansarelli (UFABC)
Banca: Dr. Alípio Casali (PUC-SP), Dra. Suza Piza (UFABC)

Agenda: Dia 10/8, 14h00, Campus SBC, Alfa 1, sala 103.

Dissertação: Fetichização do poder como fundamento da corrupção: Uma proposta a partir da filosofia latino-americana de Enrique Dussel

Resumo:
Tendo como motivação e ponto de partida os acontecimentos e experiências políticas da segunda década dos anos 2000 no Brasil, em nossa pesquisa lançamos mão do método analético e da filosofia produzida por Dussel para explicitar sua proposta de “fetichização do poder” e apresentá-la como fundamento da corrupção nas instituições. Para tal, constituímos junto ao filósofo latino-americano a base material antropológica que dá conteúdo e que sustenta sua filosofia política em nosso primeiro capítulo. Em seguida, apresentamos os princípios ético-políticos de sua filosofia da libertação que guiam o processo de institucionalização de uma comunidade de vida. No terceiro capítulo, desenvolvemos a diferença entre o exercício obediencial e o exercício corrompido do poder, abrindo caminho para a explicitação do processo de “fetichização do poder”, tomando-o como fundamento da corrupção nas instituições. Cabe indicar que tomar a produção em filosofia política do latino-americano Enrique Dussel não implica em tomar a corrupção como um problema exclusiva ou redutivamente do campo político, mas que tomaremos a produção em política como estudo de caso para constituir um modelo teórico aberto que permita evidenciar o fundamento da corrupção institucional em diversos campos – ainda a ser criticado, melhorado e/ou transformado.

Palavras-chave: fetichização; Enrique Dussel; filosofia latino-americana; corrupção.
Bolsista CAPES